Busca

Enviar para um amigo

Publicações

Discursos / Entrevistas

Discurso do Des. Nagib Slaibi por ocasião do recebimento da Medalha Professor Felisberto de Carvalho - Câmara Municipal de Niterói – 23/10/2015

Homenagem da Câmara Municipal de Niterói

Dia 23 de outubro de 2015, às 18:00 horas.

 

Senhor Presidente,

Venho com reverencia e emoção ao Plenário Brígido Tinoco, meu inesquecível mestre na Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense, a cuja memória desde logo dedico a distinção que me honra o Parlamento de Niterói, a Medalha Professor Felisberto de Carvalho.

A feliz e justa iniciativa do nobre Vereador Leonardo Soares Giordano, certamente quanto às Professoras Eneida Fortuna Barros e Matilde Carone Slaibi Conti, professoras admiradas por multidões de discentes e docentes, tem neste local a natural reminiscência de outros Mestres que levaram o nome de Niterói aos rincões de nosso imenso país.

Brígido Fernandes Tinoco nasceu em Niterói em 28 de setembro de 1910 e faleceu em 22 de outubro de 1982. Advogado, professor, escritor, Vereador, Prefeito de São Gonçalo e de Niterói na década de 40, parlamentar federal por diversos mandatos. Membro da Academia Niteroiense de Letras na cadeira nº 9, cujo patrono é Lúcio de Mendonça, sucedido por Aloysio Tavares Picanço, recentemente falecido.

Na Assembleia Nacional Constituinte de 1946, empenhou-se na defesa da legislação social implementada durante o Estado Novo e na discussão da questão do analfabetismo, apresentando proposta que acabou aproveitada pela Emenda João Calmon, na década de 80, e que hoje está no art. 212 da Constituição de 1988: a União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.

Ministro da Educação no Governo Jânio Quadros.  Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), fez oposição ao regime militar por dois mandatos consecutivos (1971-1979).

Suas aulas de Direito do Trabalho fascinavam pela coragem na exposição clara de conteúdo profundo, instigante e ainda assim acessível ao jovem aluno.

Agradeço a imerecida distinção ao Vereador Leonardo Soares Giordano, que nasceu em São Fidélis e veio para Niterói aos 15 anos.

Estudante do Colégio Estadual Liceu Nilo Peçanha, coordenou, na época, o Grêmio Estudantil, onde liderou manifestações em favor do passe-livre e contra as privatizações.

Filiado ao Partido dos Trabalhadores, em outubro de 2014 Giordano foi eleito pela Coligação É Hora de Mudança, junto com o PSDC, sendo o décimo quinto mais votado na cidade.

Presidiu a União Niteroiense dos Estudantes Secundaristas (Unes) e foi diretor da União Estadual dos Estudantes. Em 2007 assumiu, pela primeira vez, uma cadeira na Câmara, por um ano e dois meses, tendo apresentado 52 projetos, dos quais 14 viraram leis efetivas. Nesse período, fui um vereador presente e atuante em todas as sessões, trabalhei com as portas do gabinete literalmente abertas, realizei mais de 20 audiências públicas e prestei contas do meu mandato nas ruas da cidade, conta.

Na mesma linha social de Brígido Tinoco e Leonardo Giordano, está o Professor Felisberto de Carvalho.

Gilberto Freyre, em sua obra Ordem e Progresso, 2 v., publicada pela José Olympio, em 1959, na qual apresenta o processo de desintegração das sociedades patriarcal e semipatriarcal do Brasil sob o regime de trabalho livre, na transição da Monarquia para a República, afirma que os livros de Felisberto de Carvalho foram verdadeiramente nacionais, na época em apreço, como livros escolares ou didáticos concorrendo de modo nada desprezível para a unidade brasileira de sentimento.

Mestre Luís Antônio Pimentel, em Eles nasceram em Niterói, incluído na Enciclopédia de Niterói, vol. 1 de suas Obras Reunidas, organizadas pelo Acadêmico Aníbal Bragança, edição da Niterói Livros, de 2004, no verbete de Felisberto de Carvalho, afirma que seus livros foram adotados em todo o Brasil durante decênios e que em 1950, ano de centenário de seu nascimento, todo o país, principalmente a imprensa, comemorou o acontecimento, exaltando as virtudes do mestre de tantas gerações.

Felisberto de Carvalho nasceu em Niterói, na Rua São Lourenço, em 9 de agosto de 1850, filho do professor primário Honorato Inácio de Carvalho e de Adelaide da Cruz Pereira de Carvalho. Faleceu no Rio de Janeiro em 18 de outubro de 1898.

Antes de se tornar um conhecido autor de obras didáticas, Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho exerceu inúmeras atividades. Além de jornalista e músico, foi professor, ofício este que começou a desempenhar ainda muito jovem, aos 13 anos, lecionando para adultos e menores em um curso noturno que acontecia em sua própria casa. Além de diretor da Escola Preparatória anexa à Escola Normal, foi nomeado professor da então Escola Normal, em Niterói, onde hoje está a Escola Aurelino Leal, no Ingá. Foi também nomeado "Lente repetidor" de Pedagogia na Escola Normal da Corte, hoje sucedida pelo Instituto de Educação, e da cadeira de Português no Colégio Pedro II. Em seguida, foi escolhido para secretário do Pedagogium, e mais tarde, seu diretor.

O Pedagogium foi um museu pedagógico criado em 1890 na cidade do Rio de Janeiro. Em 1897 foi transformado num centro de cultura superior e em 1906 recebeu o primeiro laboratório de psicologia experimental do Brasil. O museu teve 29 anos de existência, sendo extinto em 1919.

Apenas seis anos antes de sua morte, Felisberto de Carvalho começou a publicar sua coleção de livros de leitura.

Alexandra Lima da Silva, na Faculdade de Educação da UFF, na monografia Livros de leitura de Felisberto de Carvalho e Mario da Veiga Cabral: usos e significados, nos traz interessante estudo sobre as obras de Felisberto de Carvalho.

A partir da análise dos prefácios, é possível aferir em relação aos livros de Felisberto de Carvalho, que estes não se direcionavam apenas aos alunos em suas leituras na escola. Nas palavras do autor, intituladas "Aos nossos colegas", é possível indicar que inicialmente, o professor Felisberto escreve este prefácio para seus "pares", outros professores que utilizariam os seus livros. Todavia, adentrando no mesmo prefácio, o autor dá a seguinte pista de outros possíveis usuários de seus livros.

Tal pista pode ser um indício de uma prática bastante usual entre finais do século XIX e inícios do século XX, evidenciando a existência dos "leigos", que muitas vezes, se dedicavam ao ensino das primeiras letras, não tendo muitas vezes, o domínio das técnicas e métodos de aprendizagem. Poderia tratar-se de pessoas que cobravam por este serviço, ou mesmo, os parentes das crianças que poderiam iniciar o processo de alfabetização dos pequenos em casa mesmo. Daí a importância de o autor incluir logo nas primeiras páginas do "livrinho", um "Método do ensino de Leitura", uma síntese de seu livro Tratado de Metodologia, bastante utilizado pelas alunas da Escola Normal onde foi professor.

Além das orientações aos professores e leigos, Felisberto alega ainda ter escrito o "livrinho" com inúmeras finalidades, dentre elas, a importância de se "despertar no aluno o desejo de aprender a ler", pois os livros e métodos de então seriam demasiadamente falhos e chatos, o que causaria o desinteresse da criança. O exame prévio dos desenhos, por exemplo, facilitaria a leitura, fugindo "do que é muito trivial", fazendo com que o aluno adquirisse "sempre ideias novas", associando a escrita à leitura.

Deste modo, o autor pondera que a sua coleção não segue uma seriação, uma vez que os dois últimos livros não têm atenção a classes, ao contrário dos primeiros. Já em relação à circulação dos livros de Felisberto, estudos recentes a partir de memórias e literatura têm evidenciado a larga circulação dos mesmos por todo o território nacional, chegando às populações do Norte e Nordeste do país, muito além do eixo Rio de Janeiro-São Paulo, cidades com as menores taxas de analfabetismo do país até então.

Seu nome identifica, além de uma Escola Estadual em Niterói, esta honraria criada pela Câmara Municipal que distingue nomes que atuam na área educacional.

Segundo pesquisa de Heloísa Vilella, Felisberto de Carvalho formou-se na Escola Normal de Niterói em 1870, fazendo parte de uma geração conhecida como Geração da década de 1870. Esta geração ficou reconhecida como formuladora de uma nova pedagogia brasileira, com novos métodos, metodologia e livros didáticos.

Em Minas Gerais, Nordeste e na Amazonia,  seus livros foram usados por várias gerações nas escolas de instrução pública, dentre estas, as Escolas Normais, responsáveis pela formação de novos professores, no final do século XIX e meados do século XX.

Enfim, Senhor Presidente, filio-me à corrente de Brígido Tinoco, Leonardo Giordano, Eneida Fortuna Barros e Matilde Carone Slaibi Conti.

Acreditamos que a Educação não foi, não é e nunca será a redentora das mazelas de nosso País.

É, no entanto, o mais poderoso meio de transformação da realidade, muitas vezes cruel e apavorante, através da conscientização das pessoas de que o trabalho persistente, a liberdade, a igualdade e a solidariedade são essenciais para se alcançar a felicidade pessoal e coletiva.

Muito obrigado!

Discurso do Des. Nagib Slaibi Filho por ocasião do recebimento do título de Cidadão Lajense.

(Representado o Desembargador na ocasião pelo Doutor Roberto Mozzer)

Câmara Municipal de Laje de Muriaé (RJ)
- 14 de setembro de 2015 -

 

Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Laje do Muriaé,

 

Permitam que a todos abrace na pessoa do Senhor Presidente, Vereador Gustavo Pinho da Silva, a quem reverencio com o respeito que se deve ao Parlamento Municipal no Estado Democrático de Direito, instaurado em 05 de outubro de 1988.

 

As minhas primeiras palavras tentam expressar a profunda gratidão pela honra, que me deferem, do título de Cidadão Lajense, decorrente da Resolução nº 125/2015, da Mesa Diretora, pela indicação do Senhor Presidente deste Parlamento.

 

Infelizmente, por intransponíveis compromissos no Tribunal de Justiça, vejo-me impedido de receber pessoalmente a honraria, sendo aqui representado pelo ilustre Doutor Roberto Mozzer, que se prontificou a ler este pequeno texto e a quem agradeço a gentileza de cumprir a humilde delegação.

 

Laje do Muriaé comemora 53 anos de Independência Política, quando se emancipou de Itaperuna.

 

A região era habitada pelos índios puris até o século XIX, tribo que predominava nesta região como na antiga Vila de São João Batista do Presidio, a atual Visconde do Rio Branco, em Minas Gerais, de onde sou oriundo.

 

Entre os fatos históricos relevantes temos o evento republicano, aqui organizado pelo grande fluminense, Doutor Nilo Peçanha, em 16 de abril de 1889, evento que foi violentamente adversariado pelas remanescentes forças monarquistas e que, por isso, entrou na História como "as garrafadas de Laje do Muriaé".

 

Estou vinculado à cidade desde janeiro de 1977 quando, em decorrência de aprovação de concurso de títulos e provas, fui alçado ao cargo de Promotor de Justiça da Comarca de Laje do Muriaé, função que exerci por algum tempo até ser removido para a Promotoria de Justiça de Cantagalo.

 

Aqui também comecei a minha trajetória no Tribunal do Júri, atuando na segunda sessão que se realizou desde a criação da Comarca, em 1974.

 

As vezes que retornei a Laje do Muriaé e à sua região sempre me deram a convicção de que aqui não sou visitante, que estou na minha cidade natal, pelo fraterno carinho de seu povo sempre honrado e trabalhador.

 

Agradeço a distinção, Senhor Presidente, e que Deus continue abençoando o povo lajense.

 

Discurso do Des. Nagib Slaibi Filho aos formandos da EMERJ, em junho de 2014, representando o Senhor Diretor Desembargador Sérgio Verani

Discurso aos formando da EMERJ em junho de 2014, representando o Senhor Diretor Desembargador Sérgio Verani.

Nagib Slaibi Filho
Desembargador

 

 

Senhoras, Senhores,

 

Saúdo a todos, especialmente aos formandos, em nome do Senhor Desembargador Sérgio Verani, digníssimo Diretor-Geral da EMERJ, que, impossibilitado de aqui comparecer, conferiu-me a honra de aqui representá-lo.

 

Este momento é de alegria pelos formandos que a EMERJ apresenta à sociedade, de reflexão sobre o ensino que se espera necessário aos futuros juízes, de preocupação quanto à carreira da magistratura, implantada em nosso país de forma lenta e gradual desde 1871 e que alcançou pela Constituição de 1988 um patamar que ainda deve ser adaptado à sociedade em que vivemos.

 

Sobre o tema, permitam que lhes traga artigo do eminente Desembargador José Renato Nalini, Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, o maior tribunal do mundo, integrado por 360 desembargadores e 2100 juízes, servindo a 42 milhões de paulistas:

 

Que tipo e qualidade de Juiz o Brasil quer?

 

José Renato Nalini

 

Presidente do Tribunal de Justiça SP

 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acaba de divulgar o Censo do Poder Judiciário, mapeando o perfil de juízes e servidores. O questionário foi respondido por 10.796 dos 16.812 magistrados em atividade, o que garante participação expressiva: 64% do universo de entrevistados.

 

Chega-se à constatação, agora científica, sobre o que já era empiricamente detectável. A magistratura brasileira ainda é masculina em sua maioria: 64% são varões. Nos tribunais superiores esse índice chega a 82%. A maioria é casada ou vive em união estável - 80% - e 76% têm filhos. A idade média é de 45 anos e 84,5% declararam-se brancos, 14% pardos, 1,4% negros e 0,1% indígenas.

 

O número total de magistrados é de 17 mil, razoável se comparado com os padrões da Europa continental. Dispõe-se, agora, de um quadro bem adequado dos números do Judiciário. Satisfez-se o aspecto quantitativo. Mas o que se poderia extrair do censo em relação à qualidade do juiz brasileiro?

 

Dir-se-á que os dados indicam 63% dos juízes com pós-graduação. Todos são graduados em Ciências Jurídicas, pois o recrutamento se dá a partir do egresso dos milhares de faculdades de Direito em funcionamento no País. Ninguém se dá conta de que o Brasil tem mais faculdades de Direito do que a soma de todos os demais países do planeta. Isso explica a excessiva judicialização da vida nacional.

 

Ninguém duvida que a magistratura seja técnica. O caminho natural para alguém chegar a ela é um severo concurso público de provas e títulos, cada vez mais complexo e mais disputado. Mas o que mais se sabe sobre os juízes?

 

Sabe-se que muitos trabalham bastante. O momento exige obreiros, não gênios. Mas estes continuam a existir. Os que argumentam com o apuro que uma decisão precisa revestir. Enquanto colegas produzem decisões para uma sociedade de massa, que litiga massivamente, estes elaboram uma pérola a cada período e deixam milhares de processos acumulados.

 

Não se dispõe de estatísticas para apurar quantos os processos que deixam de ter o seu âmago conhecido pelo julgador. O procedimentalismo ainda impera e é rotina receber  resposta meramente processual. O conflito continua intacto e talvez agravado pela frustração do jurisdicionado. Mas o juiz cumpriu sua missão: fez incidir concretamente a vontade da lei sobre o caso posto sob sua apreciação. Não é tutor de maiores e capazes e, portanto, não tem compromisso com o resultado, senão com o exercício da dicção do Direito.

 

A regra do consequencialismo, prevista no artigo 25 do vigente Código de Ética da Magistratura Nacional, editado pelo CNJ, ainda não foi inteiramente absorvida. Hoje o juiz brasileiro precisa refletir a respeito dos efeitos de sua decisão sobre a realidade. Acabou o tempo em que se fazia justiça e o mundo poderia perecer, sem responsabilidade alguma do prolator.

 

Os concursos não conseguem aferir o comprometimento do candidato com a realização do justo concreto. Nem sua capacidade de trabalho. Nem sua concepção de mundo, que influenciará a sua forma de decidir. Até porque o próprio Judiciário não tem essa noção. A Justiça brasileira não definiu qual o tipo ideal de juiz para uma nação com a complexidade e os problemas do Brasil.

 

A resposta a essa dúvida é simples: se a República é pluralista, tanto faz se o juiz é um simples mantenedor do status quo, aquele convidado de pedra que leva a inércia às últimas consequências e não quer saber como o mundo ficará depois de sua atuação; ou se, ao contrário, o juiz é um agente de transformação da realidade e se considera comprometido com o projeto de edificação de uma Pátria fraterna e solidária, conforme acenou o constituinte em 1988.

 

Para o povo também tanto faz o modelo de juiz que a República vai produzir? O que o jurisdicionado, que sustenta o equipamento, gostaria de ver em seu julgador? Além, é claro, de sua formação jurídica, sua probidade, sua honestidade e outros atributos que são pressupostos, e não ornamentos, de sua condição.

 

Penso que tais questões também devem ser enfrentadas. Há magistrados que ainda não se conscientizaram de sua missão. Depois de ultrapassar um certame dificultado por inúmeras provas, todas dando prioridade à sua capacidade de memorização, assumem atitude de certa arrogância, como se foram criaturas acima de todas as demais. Isso não é bom para a democracia. O juiz é um servidor da população. É remunerado por ela. Existe para solucionar problemas. A magistratura está a serviço do povo. Só foi preordenada a resolver conflitos. Não se destina a enriquecer a jurisprudência com sentenças ou votos primorosos. Isso a doutrina faz melhor.

 

A magistratura precisa de engajamento num projeto de resgate dos valores submersos e, portanto, obscurecidos, quais o do trabalho, sacrifício pessoal para a consecução dos bens da vida, garantia de dignidade ínsita a cada ser humano. Dignidade que não consiste em gratuita doação de todos os bens, mas em despertar a força de vontade e o protagonismo de cada indivíduo para que seja o condutor de seu destino, e não mero destinatário de benesses que sobram ao capitalismo selvagem.

 

A Nação investiu bastante em cada juiz e continua a investir, pois é um equipamento dispendioso. Depende de infraestrutura, de imobilização de capital que poderia ser destinado a outras carências, tão nobres quanto a falta de justiça. Por isso é que a relação custo/benefício não pode estar ausente das análises a que se submete o funcionamento do sistema de Justiça no Brasil.

 

O grande desafio é despertar para a magistratura pessoas vocacionadas, que se sintam chamadas a resolver questões humanas concretas e se realizem nessa missão, assumindo a carga de trabalho aparentemente invencível com força e entusiasmo. E que sejam felizes, a despeito de todas as circunstâncias desfavoráveis.

 

Juiz deve rimar com feliz, não com o seu antônimo.

 

Cumprimentando a todos pela vitória,  formandos e professores, e a todos os presentes, declaro encerrada a solenidade.

 

Muito obrigado!

 

 


Publicações

SENTENÇA CÍVEL - Fundamentos e Técnica – 9ª edição

Readmore..

SENTENÇA CÍVEL - Fundamentos e Técnica – 9ª edição

Autores: Nagib Slaibi Filho e Romar Navarro de Sá

Revista Jurídica - Das Garantias Locatícias

Readmore..

Revista Jurídica - Das Garantias Locatícias

Nagib Slaibi Filho

Direito & Justiça Social

Readmore..

Direito & Justiça Social

Coordenador: Thiago Ferreira Cardoso Neves. Nagib Slaibi Filho é um dos colaboradores

 ....

Direito Fundamental à Tutela Cautelar

Readmore..

Direito Fundamental à Tutela Cautelar

Nagib Slaibi Filho

 

 

Estudos: Direito Público

Readmore..

Estudos: Direito Público

 

Homenagem ao Ministro Carlos Mário da Silva Velloso

 

 

Vocabulário Jurídico

Readmore..

Vocabulário Jurídico

Atualizado por Nagib Slaibi Filho

juntamente com Gláucia Carvalho

 

Vocabulário Jurídico

Readmore..

Vocabulário Jurídico

De Plácido e Silva 

Atualizadores: Nagib Slaibi Filho e Gláucia Carvalho

....

Vocabulário Jurídico Conciso

Readmore..

Vocabulário Jurídico Conciso

Atualizadores: Nagib Slaibi Filho e Gláucia Carvalho                 

Sentença Cível Fundamentos e técnica

Readmore..

Sentença Cível Fundamentos e técnica

Nagib Slaibi Filho e Romar Navarro de Sá

Comentários à Nova Lei do Inquilinato

Readmore..

Comentários à Nova Lei do Inquilinato

Nagib Slaibi Filho

Comentários à Lei do Inquilinato

Readmore..

Comentários à Lei do Inquilinato

Nagib Slaibi Filho e Romar Navarro de Sá

Direito Constitucional

Readmore..

Direito Constitucional

Nagib Slaibi Filho

Direito Constitucional

Readmore..

Direito Constitucional

Nagib Slaibi Filho

A Constituição e o Currículo das Escolas Judiciais – Ênfase na formação       humanística e nos estudos interdisciplinares

Readmore..

A Constituição e o Currículo das Escolas Judiciais – Ênfase na formação humanística e nos estudos interdisciplinares

Nagib Slaibi Filho

Comentários à Constituição Federal de 1988

Readmore..

Comentários à Constituição Federal de 1988

Coords.: Paulo Bonavides, Jorge Miranda e Walber de Moura Agra

Neoconstitucionalismo

Readmore..

Neoconstitucionalismo

Coords.: Regina Quaresma, Maria Lúcia de Paula Oliveira e Farlei Martins Riccio de Oliv....

A constituição consolidada críticas e desafios

Readmore..

A constituição consolidada críticas e desafios

Coordenador: Marcelo Alkmim 

Colaborador: Nagib Slaibi Filho

Dicionário Jurídico

Readmore..

Dicionário Jurídico

De Plácido e Silva 

Atualizadores: Nagib Slaibi Filho e Gláucia Carvalho 

Manual do Conciliador e do Juiz Leigo

Readmore..

Manual do Conciliador e do Juiz Leigo

 Luiz Cláudio Silva, Nagib Slaibi Filho e William Douglas

Responsabilidade Civil Estudos e Depoimentos no Centenário do Nascimento de José de Aguiar Dias (1096-2006)

Readmore..

Responsabilidade Civil Estudos e Depoimentos no Centenário do Nascimento de José de Aguiar Dias (1096-2006)

Coordenadores: Nagib Slaibi Filho e Sergio Couto

Comentários aos Verbetes Sumulares do TJRJ

Readmore..

Comentários aos Verbetes Sumulares do TJRJ

Coordenação: Des.Humberto de Mendonça Manes-Presidente da Comissão de Jurisprudênci....

Reforma da Justiça

Readmore..

Reforma da Justiça

Nagib Slaibi Filho 

Direito Constitucional Brasileiro

Readmore..

Direito Constitucional Brasileiro

Coordenadoras: Regina Quaresma e Maria Lúcia de Paula Oliveira

Revista Forense Comemorativa

Readmore..

Revista Forense Comemorativa

Comentários ao Código Civil Brasileiro

Readmore..

Comentários ao Código Civil Brasileiro

Nagib Slaibi Filho

Responsabilidade civil e o fato social no século xxi

Readmore..

Responsabilidade civil e o fato social no século xxi

Coordenadores: Antonio Couto, Nagib Slaibi Filho e Geraldo Magela Alves

Manual do Condôminio

Readmore..

Manual do Condôminio

Nagib Slaibi Filho

Ação Popular Mandatória

Readmore..

Ação Popular Mandatória

Nagib Slaibi Filho

Comentarios à Legislação Federal Aplicável às Pessoas Portadoras de Deficiência (Colaborador)

Readmore..

Comentarios à Legislação Federal Aplicável às Pessoas Portadoras de Deficiência (Colaborador)

Comentários ao Estatuto da Criança e do Adolescente

Readmore..

Comentários ao Estatuto da Criança e do Adolescente




HP LaserJet 4200 - an excellent compromise for you

Hewlett-Packards LaserJet 4200n is one of the more basic of the company"s monochrome laser printers for busy or medium-size offices. It has the same engine and print resolution as its siblings but with 16MB of additional memory over the 4200 base model and an internal print server. While it produces impressive print quality and mostly fast speeds, however, its mixed text/graphics printing is agonizingly slow. The design of its multilanguage user guide also makes even simple processes challenging to follow. Still, small departments or businesses on a budget will appreciate the 4200n fast and accurate text production. more..
HP Officejet 6500A | HP Deskjet 6980 | HP Photosmart C4680 | HP LaserJet 2300