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Seção Cultural

Liberdade

Janete Guimarães Rocha

Desiste

Solta meus cabelos

E meus sonhos

Desata minhas mãos

Tira este cabresto de meu pensamento

Não quero tua proteção

Teu “amor leão”

 

Se me queres

Aceita meus momentos

Meu amor à prestação

 

Meu corpo é de todos nós

Compartilha, pois, meus beijos com os teus irmãos

Como se últimos fossem

Ou como se fossem eternos

 

Não sofras, amor

Que seja, então, assim

 

Entende:

Ainda que me fizesses tua presa

Ainda assim

Queiras ou não queiras

Numa tarde morna qualquer

Eu te trairia...

Com as estrelas

Solidão

Janete Guimarães Rocha

Ontem eu vi uma mulher chorando

Suas mãos eram bem feitas

E sua pele macia

 

Trazia nos olhos uma cor de luto

Nas mãos, algo parecido com uma ausência...

 

Prestei atenção e percebi

Em seu colo moreno jazia um filhote de dor

Uma pequena cria de dor que ela embalava com paciência

 

E comecei a pensar

Que dor tão grande seria aquela?

E quem seria ela

Assim tão exposta

Tão linda

Tão nua?

 

Ontem eu vi uma mulher bonita e forte

Chorando sua própria morte

Sozinha

No meio da rua

Quanto vale?

MARIA BERENICE DIAS

Desembargadora do Tribunal de Justiça

do Rio Grande do Sul

Vice-Presidente Nacional do Instituto

Brasileiro de Direito de Família - IBDFAM

www.mariaberenice.com.br

Quem sabe quanto vale: arrumar a casa, lavar, passar, cozinhar, ir ao super, recolher o lixo, passear com o cachorro? E isso tudo sem contar a sublime missão de arrancar o filho da cama, levá-lo à escola, ao pediatra, ao parque, ir às reuniões da escola (sempre no meio da tarde)?

 

Pois é, só agora se descobriu que tudo isso tem valor econômico. Segunda pesquisa realizada pela Universidade Federal Fluminense, junto às Contas Nacionais Brasileiras, as tarefas domésticas correspondem a 12,76% do Produto Interno Bruto, bem mais do que a agricultura, que responde por 10% do conjunto de riquezas produzidas por ano (PIB). Só no ano de 2004, se tais atividades fossem pagas, o custo seria o equivalente a R$ 225,4 bilhões.

 

Claro que é difícil de acreditar, pois, afinal, todas essas tarefas sempre foram consideradas como brincadeiras. As meninas foram “adestradas” para fazer tudo isso. Desde o nascimento jogam no seu berço bonecas, e lhes presenteiam com casinhas, panelinhas e – que crueldade! – até com ferros de passar roupa! Assim, esses afazeres se transformam em “coisas de mulher”, fazendo parte das obrigações femininas.

 

Os meninos, como são o sexo forte, não podem chorar. Muito menos fazer coisas de menina. Nossa! Cozinha não é lugar para homem. Brincar de boneca é coisa de “maricas”. Eles têm que brincar com bolas e carrinhos. Fora de casa, de preferência. Não é de admirar, portanto, que sua participação seja tão acanhada nas lides domésticas, e tenham eles enorme falta de jeito para cuidar dos filhos. Até nem é por falta de boa vontade. Não sabem mesmo. Como não têm habilidade, as mães nem deixam, pois têm medo, que machuquem os bebês que elas acham que são só delas. Por isso as mulheres despendem 27 horas semanais com a casa e filhos e os homens, escassas 11 horas.

 

Reconhecida a importância e o valor do trabalho doméstico, emenda constitucional criou pensão para as donas-de-casa em famílias com renda de até dois salários mínimos. Mas, quem será beneficiada? Somente quem se dedica exclusivamente às atividades domésticas? Mas não será uma grande injustiça deixar de remunerar quem trabalha “fora”, e tem que fazer as mesmas tarefas, e para isso muitas vezes precisa levantar de madrugada para deixar o almoço pronto ou ficar até a madrugada lavando roupa? Outras vezes precisa, com seu salário restrito, pagar alguém para cuidar do filho para ir trabalhar. Não se estaria incentivando a saída da mulher do mercado formal de trabalho? E como fazer quando a atividade é informal?

 

Enfim, isso já é um bom começo: saber que nosso trabalho vale, e muito.

 

Quem sabe começará a sociedade a admitir que nós temos valor.

 

Quem sabe passarão os homens a reconhecer o nosso valor.

 

Mas, mas o mais importante: quem sabe, as mulheres passem a se valorizar!

 

LÍBANO - Expressão da minha admiração

MATILDE CARONE SLAIBI CONTI

Doutora em Ciências Jurídicas e Sociais

Especialista em Saúde Pública

Professora da UNIVERSO

 

Segundo alguns historiadores a palavra Líbano significa a montanha dos perfumes, devido a uma árvore que se encontra em abundância nas montanhas e exala um cheiro delicioso. Outros vêm nos dizer que Líbano é o nome de um herói divinizado; como também este termo significaria a montanha branca, se referindo às elevadas montanhas libanesas cobertas de neve eternamente, em suas fendas mais profundas.

 

A História não é somente uma sucessão de ações e eventos ligados uns aos outros, mas sim uma corrente de causas e efeitos entrelaçados de uma maneira contínua. Na realidade, História é um diálogo interminável entre o passado e o presente e Líbano vem de uma raiz verbal que significa ser branco como o leite. Em árabe, que é a língua do Líbano, leite se diz exatamente laban .

 

Líbano, nascido dos fenícios, foi berço do alfabeto, introdutor do uso da moeda, fabricante tradicional da seda e da púrpura. Terra da livre iniciativa, de riquíssima literatura e extraordinário prestígio no campo da Arte, da Filosofia da Matemática e do Direito; ciências estas que lhe deram um lugar definitivo no patrimônio cultural da humanidade.

 

É o país do acolhimento, cuja nacionalidade, por determinação do destino é feita da recusa de todos os nacionalismos, da recusa de todas as recusas. É a terra do perdão e da indulgência, país do amor e do conhecimento.

 

Seu espírito acolhedor é uma das constantes mais enraizadas no coração e na mente do povo libanês. Em qualquer lugar que se vá no país dos cedros, existem sempre mãos que oferecem, convidam e acolhem.

 

O passado anuncia o futuro, mas o Líbano continuará possuindo sua fisionomia particular: é uma nação com um modo diferente de pensar, de amar, de crer, que não tem nada semelhante. Tudo isso fez com que o libanês tivesse um semblante diferente, onde terra e céu estão misturados, tornando sua encarnação mais pessoal. O libanês é um tipo racial caracterizado pela nobreza dos traços, vivacidade de inteligência, espírito empreendedor e tenacidade, herdados dos prestigiosos antepassados fenícios, fundadores da primeira talassocracia do mundo.

 

A ultra-secular nação possui como símbolo nacional o cedro, árvore que forneceu madeira, levando os barcos fenícios à descoberta de novos mundos. Esta árvore, símbolo da fraternidade entre os homens, possui raízes profundas e copa frondosa. Árvore, que não deseja que seu tronco sirva à crucificação dos justos e que teria dito a Deus: “Desejo sombra espessa e extensa para ser refúgio dos viajantes e converter-me em símbolo da hospitalidade” .

 

O profeta Ezequiel vem nos contar que o cedro foi plantado pela própria mão de Deus, denominando-se por isso cedro de Deus. É uma árvore gigantesca e bela. Seus ramos estendem-se como braços levantados para receber as graças do Altíssimo e distribuí-las generosamente ao Líbano. Os cedros do Líbano são os monumentos naturais mais célebres do universo. A história e a religião falam sobre isso. A Bíblia conta sobre o Líbano em 60 lugares, sempre com entusiasmo e admiração, e sobre o cedro, em 50 lugares, exaltando-lhe a glória. O Cântico dos Cânticos tira do Líbano as imagens mais ardentes e expressivas para cantar a beleza do esposo e da esposa.

 

Alexandre, o grande, rei da Macedônia, ordenou a construção de 1.000 navios de cedro, com os quais conquistou o mundo. Salomão edificou o seu templo sob o cedro do Líbano, como também foi feita a lira de David, o rei profeta, que encantava as almas. A santa igreja orando à virgem Maria, canta nas ladainhas: Cedrus Libani , ora pro nobis . Lamartine, poeta francês, afirmava que os cedros do Líbano eram seres divinos sob a forma de árvores, sendo o cedro a árvore de Deus, que foi plantado pelo Senhor, é invejado por todas as plantas do Éden.

 

Líbano de meu pai, adorável Líbano que está sempre presente em minhas lembranças, toca fundo a minha sensibilidade, fazendo meu coração extravasar de amor. A este povo valoroso, à sua colônia no Brasil e aos filhos destes, a nossa saudação fraterna.


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